Vaga para Gerente de Crédito

Nessa empresa do segmento VAREJO a área comercial apelidava a equipe de crédito como a turma do “ar-condicionado”.
Na visão do comercial, era muito confortável para os analistas de crédito rejeitar um pedido, uma vez que:
- Não foram os analistas que prospectaram o cliente
- Não tiveram que justificar a necessidade de documentação exigida pela empresa para aquisição de um cartão private label
- por fim, que não possuíam uma meta mensal para ser atingida
Essa questão levou a um estudo aprofundado a respeito das rejeições. Assim, a questão não era mais apresentar os motivos pelos quais os pedidos foram rejeitados. Buscou-se verificar como os clientes rejeitados, por motivo diferente de restrições, se comportavam no mercado após determinado período.
Passo a Passo para o Estudo
O estudo para compreender se os pedidos foram rejeitados indevidamente, primeiro definimos o que seria indevidamente:
- Clientes que possuíam renda para aquisição do cartão
- Clientes que NÃO possuíam restrições na data da análise
Com base nesse critério, uma base de 75.000 mil pedidos foi enviada para o bureau de crédito parceiro.
O bureau de crédito parceiro verificou o histórico de mercado até 18 meses após a rejeição de cada CPF enviado. Após essa verificação, os clientes da seguinte forma:
- Alto risco => clientes com restrições no mercado
- Médio risco => clientes sem restrições, com histórico de atraso
- Baixo risco => clientes sem restrições e sem histórico de atraso
Resultado do Estudo
O resultado desse estudo foi muito interessante e está representado na figura abaixo:

Assim, após 6 meses da rejeição, havia 17% dos clientes com baixo risco no mercado, e 36% com médio risco.
Após 18 meses 47% dos clientes ainda permaneciam entre baixo e médio risco.
Definitivamente clientes com baixo risco era o maior objetivo da empresa. Infelizmente, por conta de parâmetros da Política de Crédito, esses pedidos estavam sendo rejeitados!
Logo, este estudo valeu por dois motivos:
- Primeiro: gerou maior empoderamento da área de crédito. Considerando que 53% de clientes passaram a registrar alto risco após 18 meses, sendo que no momento da análise, eles não possuíam restrições.
- Segundo: os outros 47% nos mostraram que havia oportunidades tanto na Política de Crédito quanto na formalização dos pedidos.
Portanto, embora a área de crédito tivesse atuado corretamente a maior parte das vezes, o fato é que havia oportunidade de melhoria dos processos.
Os principais motivos de rejeição dos clientes de baixo risco foram:
- Problemas na formulação dos pedidos => foram demonstrados alguns casos em que a falta de informação acabou provocando a rejeição.
- Parâmetros indevidos da Política de Crédito => como exemplo, a necessidade de referências. Ou seja, a política obrigada a necessidade de referência e quando não obtida, o pedido era rejeitado. Porém, após 18 meses, a maior parte destes clientes continuavam classificados com baixo risco, demonstrando a falta de relevância do parâmetro.
Desta forma, antes de repassar a bola para a área comercial, novos parâmetros foram inseridos no motor de crédito, buscando evitar rejeições desnecessárias.
Além disso, o acompanhamento dos estudos das rejeições tornou-se uma prática nessa empresa.
Ao final, a empresa teve três grandes benefícios para a empresa:
- Agilidade na resposta
- Aumento da produtividade da área de crédito
- Redução da perda de oportunidade
Agilidade na resposta
Devido ao sucesso do estudo, foi necessário entender as questões de todas as rejeições, incluindo o os pedidos por restrições.
Assim, avaliando o histórico dos pedidos rejeitados, foi identificado que a quantidade de pedidos rejeitados devido a existência de cheque sem fundo representava a produção de 12 analistas de crédito por mês.
Como era consenso a respeito da rejeição de clientes com cheques sem fundos, o motor de crédito foi configurado rejeitar, de forma totalmente automática, clientes com essas condições, direto no ponto de venda.
Tempo é um ativo muito importante, principalmente quando se tem uma meta. Assim, quanto antes a área comercial receber um NÃO, melhor. Por esta razão, sua área de crédito precisa utilizar ferramentas eficientes, como um motor de crédito.
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Ter esse olhar para a área comercial é muito importante: ouvi-los pode contribuir para a melhora de todo o processo.
Aumento na Produtividade da Área de Crédito
A retirada da referência comercial de 100% dos pedidos para casos esporádicos, e ainda, a reprovação automática dos pedidos que apresentavam cheques sem fundos, melhorou em muito a produtividade e a assertividade da área de crédito, reduzindo o tempo de resposta.
Indiretamente também contribui para o atingimento da meta de vendas.
Redução da perda de Oportunidade
Esse foi o principal ganho da empresa: pois o custo de oportunidade – embora não seja medido, é muito caro. No mercado de VAREJO em que a concorrência é muito grande, deixar de aprovar um pedido por conta de parâmetros incorretos implica em perder um cliente para o concorrente.
E isso não é diferente em outros mercados, por essa razão, é função da área de crédito estar atenta aos seus parâmetros.
Conclusão
Foi o tempo em que as áreas comercial e de crédito viviam em conflito: ambas têm papeis relevantes na empresa, portanto, os gestores de ambas as áreas precisam estar atentos a questões que estejam inviabilizando o crescimento da empresa.
No exemplo que acima, caso o gestor de crédito não houvesse se atentado às reclamações do comercial, provavelmente estenderia a perda de oportunidade por um período mais longo, mantendo como obrigatória um procedimento que não proporcionava o resultado esperado.
Alcimere Noventa
Especialista em Crédito e Cobrança
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